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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O VERBO ERA um deus?



O  VERBO  ERA  um  deus?




A Bíblia afirma expressamente:
 "O verbo [a Palavra] era Deus." (Jo. 1:1);
"...estamos em Jesus Cristo, seu Filho. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1Jo. 5:20)
As TTJ (testemunhas-de-jeová), no entanto, dizem que Jesus Cristo não é o Deus verdadeiro, mas simplesmente um deus, da mesma forma que Satanás (Poderá Viver para Sempre no Paraíso  na Terra, cap. 4, parág. 16), homens  e anjos celestes que algumas vezes assim também são chamados. ( Sal. 82:1, 6)
E, para sustentarem tal afirmativa, corrompem dezenas de textos bíblicos que revelam a plena divindade do Senhor Jesus. O texto mais conhecido é o de João 1:1.
Assim reza o texto, na Bíblia Sagrada, dividido em partes:

Parte “a”
NO  PRINCÍPIO  ERA  O  VERBO  (ou:  A PALAVRA),
Parte “b”
E  O  VERBO  ESTAVA  COM  DEUS,
Parte “c”
E  O  VERBO  ERA  DEUS.

Note o início deste texto: “No princípio...”. Esta é uma alusão direta a Gêneses 1:1, que diz: “No princípio criou Deus...”
Agora veja o paralelismo:

“No princípio era o Verbo... “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1a, 3)
“No  princípio  criou  Deus  os  céus  e  a  terra.” (Gên. 1:1)
“Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos.” (Heb. 1:8-10)

Por não concordar com esta realidade acima, a comissão de tradução da “bíblia TJ” rebaixa o Senhor à posição de um deus pagão, pois muda o sentido do texto de João 1:1c, acrescentando o artigo indefinido singular entre colchetes, com "deus" em inicial minúscula:

"...e a Palavra era [um] deus."  (grifo acrescentado)
"...and the Word was a god."  (NM em inglês – grifo nosso)

A “Torre de Vigia” TJ “justifica” que essa maneira de traduzir apóia << o fato de que Jesus, sendo o Filho de Deus e aquele que foi usado por Deus na criação de todas as outras coisas (Col. 1:15-20), é deveras um “deus”, um poderoso, e tem a qualidade de poder, mas não é o Deus Todo-poderoso.>> (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 3, pág. 162)

Agora, vejamos a tradução literal do original grego:
  
...και
Θεος
ην
ο
Λογος
...KAI
THEOS
ĒN
HO
LOGOS.(*1)
...E
DEUS
ERA
A
PALAVRA (ou: O VERBO)

Confira (se puder) na "Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas Cristãs", em inglês, editada pela Torre dos TTJ, ou em sua brochura "Deve-se crer na Trindade?", pág. 27, que diz: <<Assim, uma tradução literal [de João 1:1,c] seria "e deus era a Palavra".>>

Ora, em todos os idiomas cuja escrita é a letra latina (a que estamos usando agora), a palavra DEUS, com inicial minúscula, refere-se a um deus pagão, a um ídolo, que é um demônio, (1Co. 10:19,20; 1Rs. 18:24) ainda mais quando lhe é anteposto um artigo indefinido. Assim sendo as TTJ são politeístas, pois crêem em mais de um DEUS, pois com a colocação do artigo indefinido, neste texto, dá a ideia de que existem muitos outros.
Mas, o principal argumento dos TTJ para a inclusão do artigo indefinido no texto de João 1:1c, é que se deve fazer distinção entre o Deus Pai, da parte “b”, e o Filho, da parte “c”. E aí argumentam que se o DEUS da parte “c” não leva artigo, é porque ele é menor que o DEUS da parte “b”, que é articulado.
 Isto é um tremendo absurdo, e um atentado ao idioma grego. Um substantivo grego somente é indefinido quando não se sabe quem é o sujeito principal da oração, e esta regra somente pode ser aplicada quando o SUBSTANTIVO ANARTRO(*2) VEM DEPOIS DO VERBO, o que não é o caso de João 1:1. Uma palavra (ou sujeito), na oração, só é indefinida quando não se sabe a quem se refere, ou quando há vários outros da mesma espécie, não identificando alguém, e justamente por isso que se diz que é indefinida. Ora, é sabido que muitas vezes o idioma grego dispensa o artigo em nomes próprios, títulos, funções, atributos, etc., e mesmo assim subentende-se que determinada palavra ou frase é definida. Se as TTJ incluem um artigo indefinido em João 1:1c, pela falta do artigo, então deveriam também fazê-lo em outros textos onde o artigo definido está ausente, como por exemplo neste mesmo capítulo de João nos versos 6, 14 e 18. Veja como ficaria cada um respectivamente segundo a regra dos TTJ:

"Houve um homem enviado de [um] deus..."
"E a Palavra se tornou [uma] carne..."
"Ninguém jamais viu a [um] deus..."

Como podemos notar, o primeiro e o terceiro exemplo se referem ao Deus Pai, e a palavra grega THEOS (Deus) não está acompanhada de nenhum artigo definido, e nem por isso é indefinida. Além do mais, NÃO EXISTE ARTIGO INDEFINIDO NO GREGO.
Agora, destacaremos mais algumas referências, como exemplo, somente no Evangelho de João, em que a palavra THEOS, no original, aparece sem o artigo, e que nem por isso a Sociedade TJ acrescenta o artigo indefinido na sua “tradução”: capítulos 1:18,a; 3:2; 5:44; 8:54; 9:16 e 33; 13:3; 17:3 e 19:7.

Ora, como já foi dito, em nenhum destes textos, no original grego,  a palavra “DEUS” está articulada, e nem por isso subentende-se que esta seja indefinida, como também assim compreenderam os “tradutores” da Sociedade TJ. Somente perverteram a terceira parte do primeiro verso de João, cap. 1, porque não convinha à sua doutrina russelita corrompida.

O mais interessante é que um dos textos citados, Jo.5:44, chama a Divindade de “Deus único”(*3), embora a palavra theos seja anartra, ela está articulada indiretamente em μονος (MONOS = ÚNICO), a exemplo de João 1:1. 

του
μονου
Θεου
TU
MONU
THEU
O
ÚNICO
DEUS


Outro exemplo é um dos textos prediletos dos TTJ, ou seja, o cap. 17:3, onde a frase “o único Deus Verdadeiro” somente tem um artigo:


τον
μονον
αληθινον
Θεον
TON
MONON
ALĒTHINON
THEON
O
ÚNICO
VERDADEIRO
DEUS

Não se espera um artigo na palavra “Deus” pelo fato de ela já estar articulada indiretamente na frase, ou seja, antes da palavra “único”, pois ambas têm a mesma terminação funcional (a acusativa). Da mesma forma, o artigo é dispensável no “DEUS” de Jo. 1:1,c, pelo fato deste ter sido definido em LOGOS, que tem a mesma terminação funcional nominativa. Além do mais o theos deste contexto não poderia ser articulado, pois mudaria todo o sentido da mensagem. Vejamos como ficaria:
...“e o Verbo estava com o Deus, e o Verbo era o Deus.”
Isto causaria confusão, pois diria que o Verbo era o mesmo Deus com quem ele estava. A ausência do artigo não O rebaixa a um mero deus, mais o distingue do Pai, e o coloca em pé de igualdade com mesmo. Quando o texto diz que “o Verbo era Deus”, o substantivo é “o Verbo”, e o seu qualificativo é “Deus”.
No Apêndice 6A da Tradução Novo Mundo com Referências, pág. 1519, há uma relação de nove traduções, das quais cinco chamam a Jesus de "um deus" (indefinido), e o restante de "um ser divino", ou similar. Entre as traduções, além de duas católicas do século passado, há de outras seitas heréticas como a do cristadelfino Benjamin Wilson  com o seu "Emphatic Diaglott" (Diaglotão Enfático)(*4), de 1864, grande autoridade para a Torre de Vigia.(*5) E, na conclusão, há uma relação de seis traduções da Bíblia em que substantivos anartros (sem o artigo) precedem o verbo. Mas acontece que em nenhum dos seis exemplos, há um sequer parecido com o de João 1:1, pois neste, embora o substantivo anartro "THEOS" preceda o verbo SER [ERA], o nominativo definido "HO LOGOS" vem depois do verbo, e define THEOS, pois tem a mesma terminação funcional que este, ou seja, o "OS", embora a palavra articular seja o sujeito da oração, e a anartra, o predicado. A diferença entre o sujeito e o predicado, é que o primeiro leva o artigo, e o segundo não. Doutra forma não saberíamos quem é quem. Quem estudou sabe.
Em João 4:24, há a afirmação: "Deus é Espírito". O substantivo nominativo neutro πνευμα = PNEUMA (Espírito) é anartro (não leva o artigo - o mesmo caso de Jo. 1:1), mas o nominativo masculino THEOS está articulado. Neste caso, os TTJ deveriam traduzir também este texto de Jo. 4:24, da mesma forma que traduziram o do cap. 1, ou seja, Deus é [um] espírito(*6), pois ambos os textos têm a mesma regra gramatical, e os TTJ, a sua particular.
Uma coisa que os atuais líderes da Sociedade Torre de Vigia dos TTJ escondem dos seus adeptos, é que em algumas das versões e revisões da sua “bíblia” particular apelidada de Tradução do Novo Mundo, de capa cor verde (inglesa de 1961, portuguesa de 1967), traz João 1:1 sem o artigo indefinido, embora o último "DEUS" esteja em inicial minúscula: ...e a Palavra era deus. É só conferir.

E assim vemos que as TTJ só traduzem um texto bíblico conforme a sua conveniência, e não conforme deva ser traduzido.

A Sociedade Torre de Vigia desconhece a autoridade das várias traduções da Bíblia, mas as usa quando lhe convém, para efeito de comparação. Algumas destas traduções são realmente questionáveis. Por exemplo: por muitos anos esta sociedade usou a "autoridade" da tradução de "O Novo Testamento" feita em 1937, por um certo espírita chamado Johhanes Greber, que, ao traduzir textos "difíceis" do N.T., era auxiliado por sua esposa médium. Mas somente em 1983 é que a sociedade dos TTJ abandonou tal tradução, por causa de um prefácio desta em 1980, que ligava o tradutor ao "mundo espiritual". Ver A Sentinela norte-americana de 01 de Abril de 1983, pág. 31. A "tradução" de Greber foi uma das usadas como base, pela sociedade TJ, para a Tradução do Novo Mundo, embora atualmente ela negue o fato. Greber traduziu a parte "c" de João 1:1, da mesma forma que a Torre de Vigia: “...e a palavra era um deus.
Entre as versões usadas como base para se negar a Divindade do Messias em João 1:1, na literatura TJ, há estas:
1. La Bible du Centenaire, L'Evangile selon Jean (1928 - francesa), de Maurice Goguel: "e a Palavra era um ser divino";
2. The Bible - An American Translation (1935 - inglesa), de J.M.P Smith e E.J. Goodspeed: "e a Palavra era divina";
3. Das Neue Testament (1946 - alemã), por Ludwig Thimme: "e a Palavra era de espécie divina.".
4. Das Evangelium nach Joanes (1978), de Joanes Schneider: "e da sorte semelhante a Deus era o Logos";
5. The Emphatic Diaglott (1864), por Benjamin Wilson: "e um deus era a palavra."
Ora a palavra "divino" (ou "divina") não é a melhor tradução para o substantivo grego Θεος (ΤHEOS), e sim DEUS (como é o caso de João 1:1). A própria revista A Sentinela, de 15 de Outubro de 1993, à página 28 (edição brasileira), confirma esta verdade ao dizer:

...algumas [versões] traduzem a expressão por “a Palavra [ou o Verbo] era Divina”. (Am American Translation, Schonfield) Moffatt traduz “o Logos era Divino”. Contudo, indicando que “divino” não seria a tradução mais apropriada aqui, tanto John Robinson como o crítico textual britânico Sir Frederick Kenyon salientaram que se era isso que João queria enfatizar, ele poderia ter usado a palavra grega para “divino”, theí.os.

E assim podemos ver que mais uma vez as TTJ se contradizem, pois, se “divino” ou “divina” não é a tradução mais apropriada para a palavra grega “THEOS”, então, como em seus livros e apêndices “bíblicos” elas usam várias versões com estas traduções, para efeito de comparação (como podemos comprovar acima nos pontos de 1 a 3), se estas traduções estão erradas? Conveniência!!!
Ora, mesmo sendo Cristo chamado de DIVINO isto não nega a sua divindade, muito pelo contrário. Se Ele é Divino, É Deus, e só Deus é assim chamado.
Na tradução de Schneider (ponto 4, acima) há um acréscimo de quatro palavras: da sorte semelhante a, e a de Wilson, um artigo indefinido  inexistente no original. Ora, não se pode basear um conceito sobre falsas premissas, como o de "um deus" sobre traduções erradas e contraditórias entre si, não que o texto original dê margem para isto, pois assim como o Diabo torceu a Palavra de Deus e enganou Eva, e tentou enganar a Cristo, (Gên. 3:4, 5; Mat. 4:6) da mesma forma, a semente da serpente tenta inutilmente fazer perder-se a semente do último Adão. (1Co. 15:45)
Embora The Emphatic Diaglott, editado pelos TTJ, na tradução interlinear, verta João 1:1,c, “and a god was the Word” (e um deus era a Palavra), na coluna paralela à direita com a tradução inglesa chamada de New Version, assim está vertido: “and the LOGOS was God.” (e o LOGOS era Deus.).
Concluindo, em Jo.1:1, há duas ocorrências da palavra θεος (THEOS = DEUS): "estava com Deus", e: "era Deus". Embora o Senhor Jesus estivesse com o Deus Pai no princípio, ele era DEUS, ou seja, Ele não era o Deus Pai, mas tão Deus quanto o Pai.

Convém notar que a Peshitta aramaica, um das mais antigas traduções das Escrituras Sagradas, assim verte o mesmo texto:
   
ܡܸܠܬ݂ܵܐ
ܗܘܿ
ܗ݈ܘܵܐ
ܐܝܼܬ݂ܲܘܗ݈ܝ
ܘܲܐܠܵܗܵܐ
ß
MELTA
HU
HUA’
ITAUHI
U-ALOHA
ß
A PALAVRA
ELE
ERA
O SER
E O DEUS
ß
E O DEUS, ELE MESMO, ERA A PALAVRA
ßTradução normal

O tradutor da Peshitta usou formas enfáticas para designar a divindade do Verbo de Deus, colocando-o no mesmo nível de Deus Pai, pois a palavra ܘܲܐܠܵܗܵܐ (ALOHA’) é articulada em todas as suas ocorrências em Yuhhanan (João) 1:1.(*7)
*
Se o  substantivo Deus, quando definido, se refere somente a  Jeová,  segundo  a  regra  das  TTJ,  então  Tomé  reconheceu a   Jesus   como   o   próprio   Jeová,   pois   ele   o   chamou   de   O SENHOR MEU E O DEUS MEU (trad. literal do grego: ο κυριος μου και ο θεος μου = HO KYRIOS MU KAI HO THEOS MU ), ou como reza a Trad. Novo Mundo: << E respondeu-lhe [a Jesus]: "Meu Senhor, e meu Deus!" >> (João 20:28), reconhecendo assim, o pleno Senhorio e a Divindade d'Aquele que criou o Universo. (Jo. 1:3; Heb. 1:1-3,10)
E assim, podemos ver quão fraco é o argumento dos TTJ sobre a inclusão do artigo indefinido em João 1:1, pois o tal é gerado pelas suas mentes pervertidas e preconceituosas, e sem nenhuma base linguística satisfatória.
Concluindo, podemos acertadamente afirmar que o “Jesus” pregado pelos “testemunhas-de-jeová”, não é o mesmo dos Escritos Sagrados Bíblicos: eles pregam um outro evangelho e  receberam um outro espírito e são enganados por ele. (2Co.11:4;  1Tim.4:1;  Gal.1:6-9)

A crença na  divindade de Cristo, nos primeiros séculos, é algo comprovado até pelos pagãos, como podemos observar nesta  citação de Plínio, o Jovem (61-114 d.C.) que, ao escrever ao imperador Trajano, relatou que os cristãos de Bitínia “foram unânimes em reconhecer que sua culpa se reduzia apenas a isso: tinham o hábito de se reunir em um dia  fixo, comer antes da alvorada e rezar respeitosamente hinos a Cristo, o qual consideravam Deus...”       (Epístola X, XCVI)


Do livro: “Seja a Palavra de deus Verdadeira e Mentirosa a `Tradução do Novo Mundo` dos testemunhas-de-jeova”, capítulo 1. 
Autor: Luís Antônio Lima dos Remédios (Manaus, Amazonas- Brasil / Março de 1996)



*             *            *


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(*1) Ver Apêndice I


(*2) ANARTRO, isto é, sem o artigo definido.


(*3) Da mesma forma, Jesus é chamado de “único Soberano e Senhor”, em Judas 4.


(*4) A hipocrisia da Torre de vigia vai além dos limites, pois desde 1942 que ela edita o “Emphatic Diaglott”, onde, em coluna paralela ao grego (Codex Vaticanus) interlinear com o inglês, há a tradução de Wilson chamada de “New Emphatic Version”. “Esta tradução, segundo o seu autor, está baseada sobre aquela da coluna esquerda (a interlinear) e o labor de muitos talentosos críticos e tradutores das Escrituras.” (Diaglott, pág. 8, tópico 2 – New Version). Acontece que o texto de João 1:1, assim está vertido nesta versão: “In the beginning was the LOGOS, and the LOGOS was with GOD, and the LOGOS was God.”  (No princípio era o LOGOS, e o LOGOS estava com DEUS, e o LOGOS era Deus.).  Se os TTJ fossem honestos, usariam a New Version, de Wilson, pois esta representa a tradução oficial do seu Diaglott.


(*5) Também não se deve ficar iludido quando os TTJ, em suas publicações, fazem citações de “autoridades de diferentes confissões”, que aparentemente apóiam o seu ponto de vista, pois muitas vezes as tais citações estão com recortes, como é o caso do uso malfeito em 20 anos do comentário sobre Jo.1:1, de A MANUAL GRAMMAR OF THE GREEK NEW TESTAMENT, de Dana e Martiney, e sobre o qual, este último pediu em carta à Sociedade Torre de Vigia, retratação e desautorizou o uso de quaisquer obras suas pela dita Sociedade. Outro exemplo de citação pela metade foi o da GRAMMAR OF THE GREEK NEW TESTAMENT, do Dr. Robertson, entre outros. (Conf. em “as testemunhas de jeová e a DIVINDADE DE CRISTO”,  por Homer Duncan, págs. 30, 31, 41 e 42 -  Fev. 1977.


(*6) O Diaflott, interlinear, acrescenta, de forma errada, um artigo indefinido não só em Jo.1:1, como em Jo.4:24,a, ou seja, “A spirit the God” (Um espírito, o Deus), e a comissão de tradução TJ, neste último, verte este texto da mesma forma que a versão de Almeida. Assim sendo, os “tradutores” TTJ usam a “sua” regra gramatical somente quando lhes convêm.

(*7) O "estado determinado", que corresponde ao artigo, em aramaico e aramaico-siríaco é usado de forma diferente do grego e do hebraico. No grego o artigo é separado do substantivo (assim como no português): ‘ο λογος [ ho logós] = o verbo, a palavra). Mas no hebraico o estado determinado (artigo definido) é prefixado ao substantivo: הדבר (hadavar = o verbo, a palavra). Já no aramaico para o estado determinado usa-se o א (álef) sufixo como artigo determinado: ܡܠܬܐ / מלתא (miltá = o verbo, a palavra).  Fato semelhante ao aramaico acorre em línguas modernas como, por exemplo, em romeno: o lobo = lupul; em norueguês: a casa = huset, etc. Os TJ não teriam esse argumento ob-reptício se fossem traduzir este texto diretamente do aramaico, pois as palavras אלהא (alahá) e מלתא (miltá) neste texto, em todas as ocorrências, estão no estado determinado, ou seja, são definidas.





Do livro: "Seja a Palavra de Deus Verdadeira e mentirosa a 'Tradução do Novo Mundo' dos testemunhas de jeova" - capítulo I. Março/1996.
Autor: Luís Antônio Lima dos Remédios.



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Outros estudos já postados:





1- O Novo Testamento NÃO Foi Escrito em Hebraico e/ou Aramaico (1)

2- O espiritismo segundo [alguns] “evangélicos”

3- Adultério do Coração

4- Santa Ceia: vinho ou suco de uva?

5- O Dia do Senhor: Sábado ou Domingo?

6- O Que a Bíblia Diz Sobre a Idolatria

7- Deuterocanônicos ou Apócrifos?

8- A divisão das horas do dia nos tempos bíblicos

9- O Inferno

10- Deus e deuses

11- 30 Razões Porque Não Guardo o Sábado

12- O Nome JESUS

13- A  divindade de Cristo negada entre colchetes


14- Cruz ou estaca de tortura?



15- YHWH – Um Nome que será esquecido para sempre

 

16- Alma, corpo e espírito

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17- A Peshitta confirma o Novo Testamento grego – 01- CAMELO ou CORDA?

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Luís - ܠܘܝܣ - לואיס - Λουις


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